Quem disse que finais precisam ser tristes? Em Tudo Que É Bom…, o público é convidado a rir das dores que já viveu—e a se reconhecer em cada uma delas. A peça aborda o tema dos fins com leveza, ironia e uma boa dose de emoção, entre esquetes/micropeças que se cruzam de forma surpreendente.

Relacionamentos amorosos, amizades desfeitas, rompimentos com a paciência ou com a própria vida… Nada escapa ao olhar afiado e bem-humorado da montagem. São oito histórias curtas, independentes, mas entrelaçadas por um sentimento universal: o fim que, muitas vezes, é só o início de uma nova história…

À frente da criação está Renê Belmonte, roteirista e estreando nos palcos como diretor. Renê escreve há muito tempo — sobre tudo e em todos os gêneros, mas especialmente sobre relacionamentos – com destaque para a comédia. Tem no currículo sucessos do cinema como Sexo, Amor & Traição, Se Eu Fosse Você I e II, De Pernas pro Ar 3, e na TV, trabalhos marcantes como Avassaladoras, Os Ausentes, A Lei e o Crime, além das novelas Pecado Mortal, Rebelde Brasil e Novo Mundo. Tudo Que É Bom… é sua segunda peça teatral, mas traz sua estreia como diretor, ao lado do parceiro criativo Luís D’Mohr — com quem espera que seja apenas o início de uma grande jornada.

Luís D’Mohr é diretor, professor, preparador de atores, pesquisador da arte de atuar e ator, com mais de 30 anos de experiência. Sua abordagem une o aprendizado de Stanislavski à ciência comportamental, à psicologia e ao funcionamento do cérebro humano. No teatro, dirigiu produções como Alguém é Perfeito? e Uma História do Zoológico. Na televisão, trabalhou em títulos como Hilda Furacão, Pecado Capital e Você Decide. Para Luís, a missão como diretor é transformar roteiros em experiências cênicas vivas — e sua parceria com Renê Belmonte reforça essa busca por representar a alma das personagens com emoções verdadeiras e autenticidade cênica.

Com diálogos ágeis, pausas incômodas e viradas inesperadas, Tudo Que É Bom… provoca, diverte e emociona. Uma montagem que escapa aos rótulos — é drama? É comédia? Pouco importa. O que vale é a jornada inesperada que só a vida e no caso, o teatro, podem proporcionar.

Os diretores imprimem sua marca impondo o estilo naturalista na atuação dos atores, com sutileza e um cenário clean, levando a plateia à percepção da verdade das personagens em cena. Cada gesto, silêncio e olhar convida o público a uma identificação imediata — fazendo com que cada gargalhada venha com um espelho: o público se diverte, se vê e se inspira.

“Tudo Que É Bom…” termina no palco, mas continua ecoando dentro de quem assiste e, de repente percebe que, o espetáculo foi o tempo todo sobre si mesmo.”























