UM DOS ÍCONES DA TELEVISÃO BRASILEIRA: Ator José Mayer

Uma carreira artística espetacular refere-se a uma trajetória profissional bem-sucedida e impactante no campo da arte. Isso envolve não apenas talento e paixão, mas também dedicação. O artista com valor artístico, estético, simbólico ou cultural, utiliza diversas formas de expressão para comunicar ideias, sentimentos ou reflexões…
Estamos falando dele:

“A TELEVISÃO BRASILEIRA”
O ator JOSÉ MAYER.

Vindo de uma família humilde – seu pai enfermeiro, sua mãe cabeleireira – nasceu em Paraguaçu, Minas Gerais.
José Mayer iniciou sua carreira profissional no teatro em 1963, quando tinha 15 anos.

Antes de ser ator, Zé Mayer trabalhou como professor de Português e Literatura, em Belo Horizonte (MG), na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas).
Ingressou no curso de Letras da instituição em 1968. Além disso, ele também participou do grupo de teatro “Geração” na mesma época.
Atuou como produtor, diretor e cenógrafo no Teatro Senac em Belo Horizonte, onde ficou por sete anos, de 1973 a 1979. Ele chegou a ser, na adolescência, seminarista por sete anos.

Talento e paixão são a base de qualquer carreira artística. O talento natural e a paixão pela arte, que impulsionam o artista a criar e se aprimorar, foi o que aconteceu. No meio de tantas buscas, José Mayer se identificou com a arte.
Teve uma vasta experiência, como relatamos acima:
Grupo de teatro “Geração”. Atuou no Senac BH como produtor, diretor e cenógrafo.
Sua carreira como ator se destrinchou ao mudar para a cidade grande, o Rio de Janeiro, com mais possibilidades e oportunidades no campo cultural.
Sua estreia na televisão foi em 1977, na série infantil Sítio do Picapau Amarelo, onde interpretou o Burro Falante.

A pessoa que abriu portas na área artística para José Mayer foi o autor de novelas Manoel Carlos. Ele foi o responsável por dar a José Mayer seu primeiro papel de destaque na televisão: a novela História de Amor. Antes disso, Mayer já havia tido pequenas participações em outras produções, mas foi com essa novela que ele se tornou conhecido do grande público.

Teve participações nas novelas, entre elas:
1977 – Sítio do Picapau Amarelo
Carga Pesada
1980 – Chega Mais
Malu Mulher
1982 – Caso Verdade
1983 – Bandidos da Falange – Jorge Fernando
Guerra dos Sexos
1984 – Partido Alto
1985 – A Gata Comeu
O Tempo e o Vento
1986 – Selva de Pedra
Hipertensão
1988 – O Pagador de Promessas, Fera Radical
1989 – Tieta
1990 – Meu Bem, Meu Mal
1992 – De Corpo e Alma
1993 – Agosto – Comissário
1994 – Pátria Minha
1995 – História de Amor
1996 – A Vida Como Ela É
1997 – A Indomada
1998 – Meu Bem Querer
2000 – Laços de Família
2001 – Presença de Anita
2002 – Esperança – junho a 30 de agosto
2003 – Mulheres Apaixonadas
2004 – Senhora do Destino
2006 – Páginas da Vida
2008 – A Favorita
2009 – Viver a Vida
2011 – Fina Estampa
2013 – Saramandaia
2014 – Império
2016 – Tá no Ar: A TV na TV, A Lei do Amor

No cinema:
2017 – Encantados
2009 – Divã
2001 – Bufo & Spallanzani
1994 – Mil e Uma
1993 – Capitalismo Selvagem
1992 – Perfume de Gardênia
1991 – Esta Não É a Sua Vida
1987 – A Dama do Cine Shanghai
1984 – Nunca Fomos Tão Felizes
1983 – Idolatrada
1978 – O Bandido Antônio Dó – Pa
1975 – A Mulher do Desejo
Enigma para Demônios

E no teatro:
1963 – O Cavalinho Azul, de Maria Clara Machado, em Congonhas/MG
1968 – Se Correr o Bicho Pega, Se Ficar o Bicho Come, de Oduvaldo Vianna Filho e Ferreira Gullar, Teatro Marília – Belo Horizonte/MG
1971 – Calígula, de Albert Camus, no Teatro Marília – Belo Horizonte/MG
1972 – Ball, de Bertolt Brecht, direção de Ronaldo Brandão
1973 – O Relatório Kinsey, de Alberto D`Aversa, no Teatro Senac – Belo Horizonte/MG
1994 – Peer Gynt. Estreia no Teatro Glória (Rio de Janeiro), em abril de 1994, uma produção da Prefeitura da cidade do Rio de Janeiro, Secretaria Municipal de Cultura, sob direção de Moacyr Góes. Elenco: José Mayer, Ivone Hoffman, Patrícia França, Letícia Spiller, Marília Pêra, Paula Lavigne, Ítalo Rossi, Floriano Peixoto
2007 – Um Boêmio no Céu, de Catullo da Paixão Cearense, direção de Amir Haddad
2012 – Um Violinista no Telhado, direção de Charles Möeller
2015 – Kiss Me, Kate, direção de Charles Möeller

Em uma entrevista no programa “Mais Você”, da renomada Ana Maria Braga, Zé Mayer, com sua ampla experiência, fala claramente sobre o rumo que as novelas estão tomando:

“Eu acho que, sobretudo, o conteúdo, o universo que as novelas abordam hoje, no meu modo de ver, é um tanto quanto doentinho demais. Muita glamourização do vilão, da maldade… O país já tem tantos problemas graves de maldade, de pilhagem da coisa pública, né? Aí você liga a televisão e vê um universo de negatividade.

Eu acho que há, na visão contemporânea, uma exaltação excessiva do mal. E as formas também mudaram. A clipagem da linguagem está toda entrecortada. A arte do ator é uma coisa contínua. Se clipa… Tem que ter uma medida humana, experiência artística humana. A novela tenta capturar qual é o desejo do espectador. É uma procura incessante. O espectador de hoje tem muitos meios de informação, de entretenimento. O mundo mudou, mas não deixa de ser bonito a gente ver um belo texto.”

Atualmente, José Mayer descobriu os encantos da vida longe dos holofotes e tem preservado o direito de viver esse cotidiano comum entre os familiares e amigos.

📱 @josemayerarte
🌐 www.josemayer.com.br

Matéria exclusiva cedida à jornalista:
Márcia Mabeck
Para: Revista PeopleNews 🇧🇷🇺🇸

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